sábado, 20 de abril de 2013

Sentimentos Naturais





Nada é mais aconchegante do que uma brisa do crepúsculo no rosto, aquele vento que sentimos não só na pele, mas também na alma.
Nada é mais bonito do que ver as nuvens passando em um céu muito azul, imaginar formas peculiares, que muda a cada ponto de vista.
Sentar na beira da praia ao pôr do sol e ficar a observar o mar cada vez mais agitado a cada hora que passa, cada vez mais próximo.
Analisar os movimentos involuntários e precisos dos animais, em sua jornada pela sobrevivência, fazendo coisas e nem sabem o porque, muito menos se questionam, apenas fazem até a morte.
Ver as estações do ano mudarem, perceber a magia que acontece anualmente e saber que é imperceptível para muitos, assim como as fazes da lua, uma beleza exuberante.
Plantas que balançam de um lado para o outro, incansavelmente, incessantemente, interminavelmente, o vento as coloca pra dormir.
Ver a chuva chegar e não se esconder, apenas aproveitar o toque de cada gota em seu corpo, como se fosse a última coisa a se fazer.
Isso sim é viver de verdade!



Carolinne Bass

quarta-feira, 3 de abril de 2013

As Flores





Desde pequena vi minhas avós cultivando plantas, dentre elas a que mais me chamou a atenção sempre foi a flor.
A cada toque na terra molhada, o cheiro me causava uma sensação inebriante...
A minha impaciência ao ver os brotos crescerem aos poucos, era a recompensa ao vê-los em pleno êxito, em sua forma majestosa e radiante, desabrochando a cada amanhecer, virando botão ao anoitecer, é como mágica para os meus olhos.
A flor, com suas pétalas delicadas, cores exuberantes, um jardim é a perfeição!
A euforia das flores ao sentir o sol, o contemplando durante todo o dia, faz dele seu alimento espiritual, sim, as flores tem sentimentos!
A velhice de uma flor deve ser tratada com respeito, sua sensibilidade está maior do que nunca, perceptível!
A morte de uma flor é uma perda inestimável, menos uma vida a se admirar, menos um perfume pra agradar o ar.
Meus pêsames a todas a flores perdidas.



Caroline Bass

domingo, 31 de março de 2013

Apenas um suicida





Aqui estou eu, sem sentido como sempre, apenas passando pela vida...
Nada mais me interessa, não existe nada que me motive, e saiba, eu tentei!
Somente quero agora a paz que nunca tive em vida, críticas e julgamentos não me afetam mais...
Mas será que a paz existe? Terei que morrer pra descobrir.
Admito, minhas mãos tremem ao tocar a arma, a mantenho londe de mim, por hora...
Já chega, preciso de coragem, não posso ser covarde em meu último momento, se bem que tirar a própria vida é a maior covardia de todas...
Qual é, vamos lá, por que não estou conseguindo ir adiante? Seria uma ideia falha?
É verdade então o que disseram, a pessoa realmente começa a pensar sobre a vida na beira da morte.
Lembrei-me de meu primeiro carrinho, ganhei de meu avô, foi um momento feliz, sim, eu fui feliz algumas poucas vezes...
A primeira bronca dos meus pais, quando me pegaram drogado no quarto, eu realmente saí do controle naquela vez...
Confiança? Jamais tiveram depois do ocorrido, só me olhavam torto, e com razão, eu não parei de usar drogas...
Acho que nunca tive o apoio que precisei, a força necessária, alguém do meu lado, sempre só.
Me peguei pensando esses dias em como minha vida poderia ser diferente, mas na verdade não, tinha que ser assim!
Então aceito meu destino, acho que nasci pra morrer, mais do que qualquer um, então peguei a arma, estou acostumando minha mão com o objeto, já não tremo mais, o medo acabou...
Então é isso, não tenho nada a dizer pra ninguém!



Carolinne Bass

quarta-feira, 20 de março de 2013

Paradoxo Irreversível





Devaneios me mostram a razão
Que a sanidade jamais permitirá
Discrepâncias sentimentais
Inimagináveis, diga-se!

Oscilação de pensamentos
Tão claros quanto um dia nublado
Perplexidade me define
Em um momento de clareza 



Carolinne Bass

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Inefável





Memórias soltas no vento parado
Uma paz alcançada que não traz sossego
Sublimes momentos concedidos no acaso
Interrompem minha calma espiritual
Pensamentos constantes, inevitáveis
Presença de inúmeros anelos
Me tiram da realidade
Não me permitem o foco
Os sentidos esvaecem
Disgregando certezas antes reais
Inefáveis sentimentos
Buscando razão onde nunca haverá



Carolinne Bass

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Volupias





A irresistibilidade de uma gota de suor
Que desce sem pudor em suas costas quentes
Inebriante é a dança de nossos corpos
Causadora dessas gotas infames
Respirações que ofegam delirantes
Ardências flamejantes queimando
Sensatez que já sucumbiu
A exatidão de carícias precisas
Umidades são frutos dessas carícias
Olhares internos que veem dentro de si
Um cansaço de puro alívio
Relaxando ao puro gozo



Carolinne Bass

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

In Satisfação





A ideia de que estamos satisfeitos
Não passa de comodidade
Aceitamos essa condição
Apenas pelo que nos dizem que é certo

Se estamos bem para as pessoas
Jamais estaremos bem para nós mesmos
Geralmente não conseguimos perceber
Essa significante diferença

Somos seres facilmente manipulados
Fragilidade e vulnerabilidade
Habitam nossas mentes
Numa constante alienação

Tudo que parece certo
Tem um toque de erro
Tudo que parece errado
Certamente nos faz felizes

Escolhas são importantes
Análises fundamentais
Conhecer os próprios gostos
Te faz bem mais capaz

Somos o que queremos
Tudo depende de nós
A força está na vontade
E naquilo que nos satisfaz



Carolinne Bass